Pedro Pita Soares

Pedro Pita SoaresPedro Pita Soares – Cheguei a este mundo das apostas desportivas há uns dois anos por sugestão de um grande amigo meu, um apaixonado desta actividade, com o qual aprendi tudo o que sei e continuo a aprender, o Xeque99.

Pedro Pita Soares – Ao inicio fui apostando uma base experimentalista, com mais falhos que acertos, o normal da vida de qualquer apostador.

Há um ano e meio deu-se um upgrade nesta trajectória com a criação da página do Facebook Syndicate Bets uma experiência muito importante e interessante de partilha de conhecimento entre apostadores, da qual nasceu o grupo que veio a ar origem à Betopedia.

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Conhecendo ele o meu gosto por Espanha em geral, e pelo futebol espanhol em particular, desafiou-me no início desta temporada a escrever uma coluna semanal no site da Betopedia sobre La Liga, algo que muito me honrou, e que me obrigou a ter que estudar mais ainda, e a conhecer ainda melhor a realidade de todos os clubes.

É que escrever sobre o Real Madrid, o Barcelona, o Atleti, o Bétis, o Valência ou o Sevilha é fácil, essas são as equipas que toda a gente conhece de cor, saber quem são os suplentes do Levante, do Rayo ou do Huesca é mais difícil. Implica ler a imprensa regional, ver grupos de apoio, páginas do Facebook, enfim conhecer a realidade de todos clubes da La Liga

Pedro Pita Soares – O escritor Javier Marías tem uma definição muito feliz sobre a magia que o futebol exerce sobre nós adeptos, uma espécie de regresso semanal à infância, no qual somos selvagens e sentimentais, e conhecemos uma profunda alegria ou tristeza irracional, como só na infância as tivemos.

Esta é a razão pela qual se gostas de futebol tens que ter um clube, uma equipa que é tua.

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Acrescentei ao que à coluna sobre futebol artigos sobre ciclismo, uma modalidade que sigo com bastante paixão. Bernard Hunault, um dos maiores ciclistas da história, dizia que o ciclismo é um desporto de combate, que comparava ao pugilismo por ser um duelo profundo entre a tua força e dos adversários.

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Há na modalidade uma coisa que a torna absolutamente única, por ser o mais individual de todos os desportos no qual o papel das equipas é fundamental.

Creio que temos o privilégio de estarmos viver numa era de grandes ciclistas, sejam eles de clássicas, sprinters ou completos, e creio que é um cluster pouco explorado por apostadores, de forma que acho incompreensível.

Pedro Pita Soares – Também comecei recentemente a escrever sobre Snooker, uma modalidade que sigo como espectador, e da qual me tornei um fan, desde os tempos do reinado de Steven Hendry.

Creio ser uma excelente modalidade para apostar no mercado Live, penso haver muito valor escondido nela.

Nos meus artigos sobre futebol procuro acima de tudo explicar o que é Espanha, a maravilhosa complexidade de Espanha, as suas tradições, a sua cultura, as suas grandezas e os seus abismos, um país que muitas vezes sinto ser misterioso para os portugueses, é impressionante a quantidade de falsas ideias feitas, fenómeno que aliás também tem correspondência do lado de lá da fronteira.

Penso que se há alguma valia no que tenho escrevo ela reside no facto de ser filho e neto de espanhóis, e de portanto Espanha ser também o meu país.

  Acredito que o conhecimento e a cultura são o caminho para tudo, e que conhecer melhor um país, a sua cultura, a sua mentalidade, a sua história, será o modo adequado para compreender o modo como as equipas de futebol desse país jogam.

Portugueses, espanhóis, ingleses, italianos ou alemães têm culturas distintas e o futebol que jogam é distinto, tem uma identidade, tem idiossincrasias.

Nos tempos conturbados que vivemos, em que imperam a ignorância, a boçalidade e a estupidez, o que faz realmente a diferença é o conhecimento.

No que diz respeito às apostas é não é dar Tips de resultados, mas sim explicar o modo como chegas a conclusões e tomas decisões, para fazer o teu interlocutor tomar as suas próprias decisões, que por vezes até podem ser distintas das tuas.

Nesse sentido em tempos José Mourinho chamava ao seu método de treinar a “descoberta orientada”, no sentido em que os jogadores não eram meros receptores da informação, mas sim emissores de opinião, e que o resultado dos exercícios dependia das suas opções concretas e das suas características.

Acredito nesta metodologia, acredito que quem me lê quer acima de tudo recolher informação e um ponto de vista para chegar ao seu caminho pessoal de apostador.

O neurologista Manuel Damásio escreveu um livro muito interessante, que recomendo vivamente, sobre o complexo equilíbrio entre razão e emoção nos seres humanos, “O erro de descartes”.

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Nessa obra o cientista explica que o axioma cartesiano que fundamentou uma razão pura( “penso logo existo”) tinha que ser equilibrada com um corpo humano que pura e simplesmente não funciona assim, não existindo esse dualismo entre pensamento e acção.

Assim uma escolha humana, para Damásio, nunca seria 100% racional, porque o pensamento puro não existe sem ser condicionado pelo fundamental papel das emoções humanas.

 

Penso que há poucas actividades em que estes princípios enunciados por António Damásio sejam mais claros que nas apostas desportivas. E penso que o jogador será tanto mais forte quanto maior auto consciência tiver do seu próprio mecanismo de tomada de decisões.

Aquilo que resumiria numa fórmula: conhecimento objectivo+ Informação de qualidade+ boa intuição = boas apostas, e boas tomadas de decisão.

O papel do conhecimento objectivo é fundamental, funcionando um pouco como aquele que é o papel da matemática no panorama das ciências- o ser uma espécie de gramática do conhecimento objectivo.

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Saber interpretar estatísticas para identificar padrões e traços de comportamento individual e colectivo de uma equipa, saber interpretar os sinais e perceber as suas forças e fraquezas.

Vivemos numa era de informação e um jogador não deve, nem pode, negligenciar o papel daquilo que chamaria o conhecimento objectivo.

Acresce a ele o papel fundamental de ter boa informação sobre o objecto da aposta.

Eu não poderia por exemplo escrever sobre andebol ou hóquei porque são modalidades que não conheço bem, não saberia escolher e distinguir a qualidade da informação.

É que na era em que vivemos há demasiada informação sobre qualquer assunto, e saber ter um critério para separar e garimpar a boa informação, de modo a que esta seja útil no processo da tomada de decisão de apostar.

 

Por último um apostador é acima de tudo um jogador, e um jogador tem que ter uma boa intuição sobre o modo como o jogo no qual aposta irá decorrer. Sendo qualquer desporto um jogo claro que ajuda ter sorte, mas ter esse extra feeling é fundamental para apostar nas apostas online.

Este último factor é o único factor que eu chamaria de condição inata para ser-se apostador, pois tudo o resto pode ser objecto de aperfeiçoamento com trabalho e aquisição de conhecimento.

Acima de tudo o importante é apostar com responsabilidade e com equilíbrio, aceitar com naturalidade as perdas e não ficar eufórico com os ganhos. O jogo deve, e tem que, ser um prazer, e nunca um vício patológico como tão bem Dostoievsky descreveu no seu romance o Jogador.
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