Giro d’Itália 2019 By Pedro Pita Soares

Giro d’Itália 2019  – Este Sábado a cidade de Bolonha assiste ao regresso a primeira grande corrida de três semanas deste ano, o Giro, a prova rainha do ciclismo italiano.

Giro d’Itália 2019Uma epopeia que só terminará a 2 de Junho, com o contra relógio final de Verona – Giro d’Itália 2019.

Para falar na história do Giro é absolutamente incontornável recordar a rivalidade protagonizada entre dois homens que dividiu a Itália dos anos 40, Fausto Coppi e Gino Batali.

 

Na sua época os dois melhores ciclistas do mundo, que representaram bem as divisões sociais que a sociedade italiana sofreu com a IIª Guerra Mundial.

O piemontês Fausto Coppi é, a par de Merckx, o recordista de Giros com as suas cinco vitórias, e é considerado o melhor ciclista italiano de sempre.

Vindo de origens humildes, como quase todos os grandes ciclistas, tornou-se o ciclista de maior classe do seu tempo, tendo visto a sua carreira interrompida pelo eclodir da segunda guerra mundial.

Ainda assim o seu CV inclui para além dos cinco Giros, dois Tours, um Campeonato do Mundo, cinco Voltas à Lombardia, três Milan Sanremo, vitórias na Fléche Wallone e no Paris Roubaix, bem como o record da hora. Isso valeu-lhe o justo cognome de Il Campeonissimo.

Giro d’Itália 2019
O toscano Gino Bartali é, para muitos, considerado como o segundo maior ciclista italiano de todos os tempos, atrás de Coppi, tendo sido o seu estilo invulgar de grande trepador muitas vezes apontado como o percursor do de Miguel Induraín, no sentido em que raramente dançava nos pedais e saia do selim, ficando sentado em cima da bicicleta durante todas as subidas.

Ao vencer os Tours de 1938 e 1948 tornou-se no único ciclista da história que venceu tours com uma década de diferença, venceu todas as clássicas, e não se sabe qual seria o seu palmarés se não fosse a segunda guerra mundial, numa época em que era indiscutivelmente o ciclista mais forte do mundo.

Tudo somado Bartali venceu menos que Coppi. Ora isso tem uma explicação. Coppi era cinco anos mais novo que Bartali, e do ponto de vista desportivo foi uma rivalidade marcada por duas fases.

Antes da guerra Bartali era a força dominante, e Coppi um emergente outsider, depois da guerra dos papéis inverteram-se, fruto da veterania de Bartali. A guerra penalizou portanto o palmarés de Bartali.

Mas falar de Coppi e Bartali transcende em muito o ciclismo. Coppi, cujo ateísmo se tornara lendário quando decidiu cometer a heresia de recusar rezar antes das corridas, tornou-se próximo do Partido Comunista Italiano no pós-guerra, e tornou-se simbolicamente um representante a Itália da esquerda e da resistência ao fascismo.

O católico Bartali, ligado desde a sua génese à Democracia Cristã italiana, tornou-se por outro lado um símbolo de uma Itália conservadora e tradicionalista.

Não foram poucas as vezes no pós-guerra que se insinuou, injustamente diga-se, que vencia devido a ser protegido do regime fascista, que é um facto o apresentava como um herói nacional, o que note-se é absolutamente normal, de um modo semelhante ao que Eusébio por exemplo também foi usado pelo regime salazarista.

Como é consabidamente notório os italianos são geralmente impulsivos e passionais, estavam por isso reunidas todas as condições para uma das maiores rivalidades da história do desporto italiano, e do ciclismo mundial.

Dois ciclistas colossais, um mundo de contrastes entre eles, o mesmo país a uni-los e dividi-los.

A trágica morte de Fausto Coppi ainda em actividade em 1960, aos 41 anos, vítima de Malária, contribuiu ainda mais para a sua tremenda lenda como ciclista.

Estatisticamente está no Top três dos melhores ciclistas de sempre, segundo os dados do Hall of Fame do ciclismo, sendo apenas superado por Merckx e Hinault.

Uma das anedotas mais hilariantes sobre dopping no ciclismo envolve-o, quando um jornalista lhe perguntou se tomava anfetaminas, a droga da moda na época, nuns termos que hoje seriam inimagináveis:

Jornalista: Os ciclistas tomam la bomba (anfetamina)?
Coppi: Sim, e aqueles que afirmam o contrário, não vale a pena falar com eles sobre o ciclismo, porque não percebem nada de ciclismo.
Jornalista: E você, você tomou la bomba?
Coppi: Sim. Sempre que necessário.
Jornalista: E quando é que foi necessário?
Coppi: Bom quase o tempo todo!

Quanto a Bartali soube-se há uns anos que durante a IIª Guerra Mundial, que tanto o prejudicou desportivamente, usou as suas influências no regime para salvar Judeus, e que o fez sempre silenciosamente, nunca esperando nem contando com o reconhecimento dos outros, tendo-se sabido igualmente que durante a guerra colaborou activamente com a resistência, tendo transportado muitas vezes documentos secretos na sua bicicleta.

Giro d’Itália 2019

Na última década os italianos conheceram um Bartali que desconheciam, um verdadeiro herói secreto e discreto, que fazia questão de evitar o reconhecimento alheio e que aguentou em silêncio e com estoicismo as acusações de ligação ao regime fascista, a prova de que na vida nem tudo é o que parece

Falando da edição deste ano o Giro tem algumas novidades.
Antes de mais três contra relógios individuais, se contarmos com o prólogo, que tem a novidade de ter uma subida no último quilómetro com 9,7% de inclinação, que promete seleccionar a corrida logo no primeiro dia.

O contra relógio da nova etapa de San Marino também terá a característica de ser selectivo e montanhoso. Um giro portanto do agrado dos trepadores, que assim se vêm menos penalizados.

Quanto a etapas de média montanha destaque para a etapa 4 com a chegada a Frascati, e para a etapa 12, que antecede a chegada da alta montanha, e que parece o percurso de uma clássica, cheia de muros e altos e baixos.

Quanto a etapas de alta montanha temos seis pratos fortes, sendo que as grandes decisões devem chegar no Monte Branco na etapa 14, na passagem pela Gavia e pelo Mortirolo na etapa 16, e nas chegadas das etapas 19 e 20.

Nota-se a ausência do Passo del Stelvio, anteriormente a etapa rainha da prova, mas em compensação as novas chegadas parecem ser duríssimas, e trazer muita espectacularidade à prova.

O restrito lote de favoritos à vitória sofreu nesta semana uma tremenda baixa com a queda de Bernal, que fracturou a clavícula, e se viu impedido de desempenhar o importante papel de chefe de fila da Ineos, a antiga Sky que mudou o seu principal patrocinador.

Vinha de vencer o Paris Nice neste ano, e o campeonato colombiano de contra relógio, parecia estar num bom momento, sendo esta prova a primeira vez que iria exercer a liderança da sua equipa, um passo natural no crescimento do ciclista muito promissor.

Giro d’Itália 2019
Sem Bernal surgem dois fortíssimos candidatos à cabeça, Primoz Roglic e Tom Dumoulin.

O esloveno Primoz Roglic está a crescer sólida e sustentadamente e a tornar-se uma certeza ano após ano. Este ex saltador de Sky é um ciclista impressionante pela tremenda inteligência e astúcia com que desfere ataques cirúrgicos e brutais, que desfazem equipas e estratégias.

É o principal favorito a vencer a edição de 2019 do Giro, pois este ano disputou três corridas, a Volta aos Emirados, o Tirreno-Adriático e a Volta à Normandia da semana passada, e venceu as três provas.

O seu principal adversário será o holandês Tom Dumoulin, vencedor do Giro em 2016, e segundo classificado há um ano, atrás de Froome. Está na idade de ouro de todos os grandes ciclistas, os 29 anos, a idade em que os atletas costumam atingir o seu zenit, e no ano passado fez segundo no Giro e no Tour.

Giro d’Itália 2019

É questionável a opção do holandês por fazer as duas provas, e há quem especule que enquanto Dumoulin correr o Giro e o Tour nunca vencerá nenhuma das provas.

É talvez o ciclista mais completo da actualidade, excelente na montanha, a rolar, no contra relógio, pode dizer-se que falta-lhe apenas um Tour no seu CV.

Quanto a outsiders sem dúvida que Simon Yates e Nibali são ciclistas temíveis, que podem a qualquer momento mudar o curso da corrida, mas veremos como reagem as suas pernas quando a estrada começar a empinar na alta montanha.

Depois há o grupo dos outsiders propriamente ditos, Miguel Ángel Lopez, Landa, Zakarin e até um Jungels pode fazer umas gracinhas, mas é duvidoso que tenham a capacidade para discutir uma prova do calibre do Giro.

Pedro-Pita-Soares
Para já nenhum mercado está aberto, nem para vencedores etapas, nem para duelos, mas creio que a Odd apostando na vitória de Roglic é muito interessante, e tem muito valor.

Uma small stake, porque as provas de três semanas por vezes reservam surpresas – Giro d’Itália 2019 

TIP:

Primoz Goglic vencedor do Giro @2.70 na Tripbet

Ciclismo – Liége-Bastogne-Liége 2019 By Pedro Pita Soares

Liége-Bastogne-Liége – Dois dos grandes momentos do ciclismo em 2019, e que vão ser recordados durante anos, foram as vitórias de Gilbert no Paris-Roubaix e de Van der Poel na Amstel Gold Race deste domingo.

 

Se a vitória do belga da Quick Step foi a continuação da absoluta hegemonia da equipa nesta temporada de clássicas, a tremenda vitória do jovem Van der Poel, de forma incrível vindo de trás, alcançando a fuga do dia e tendo forma para bater ciclistas do calibre de Kwiaktowski, Allaphilipe e Fulgsang ao sprint, significou a confirmação do valor tremendo de um ciclista que está destinado para voos muito altos – Liége-Bastogne-Liége

 

Allaphilipe

Neste Abril cheio de clássicas chega agora a hora das clássicas das Ardenas, e depois Fléche Wallone, ganha categoricamente por Allaphilipe, chega neste Domingo o Liége-Bastogne-Liége, um monumento do ciclismo cuja dureza costuma fazer com que sejam trepadores a vencê-lo. Uma corrida mítica na qual o ciclismo belga recupera anualmente toda a força da sua grande tradição.

liege-bastogne-liege

La Doyenne como lhe chamam os belgas, ou seja a mais antiga, é a prova de ciclismo mais antiga da modalidade, sendo corrida desde 1892.

Seguindo-se à Fléche Wallone as duas corridas são corridas tradicionalmente pelo mesmo grupo de corredores, havendo a curiosidade se saber se Allaphilipe vai repetir o feito de Valverde, o de vencer as duas provas tal como fez em 2006, 2015 e 2017, sendo que Philippe Gilbert também conseguiu proeza semelhante em 2011, e aparece nesta fase como um dos candidatos, depois da vitória estrondosa no Paris-Roubaix.

Esta era sem dúvida umas das provas favoritas de Eddy Merckx, o maior ciclista de todos os tempos, que a venceu em cinco ocasiões, e olhando para o seu percurso percebe-se porquê.

Depois de uma primeira metade relativamente calma a acção começa quando a corrida passa por Bastogne, e começa uma sucessão de muros, pequenas subidas brutais, que seleccionam o andamento da corrida, e destacam os ciclistas mais fortes.

Para se perceber a brutalidade da corrida nos últimos 100 quilómetros há dez muros, é portanto uma prova muito semelhante à Fléche Wallone, mas muito mais dura.

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Uma prova para trepadores e para ciclistas combativos. Uma prova feita à medida de um Allaphilipe que tem estado intratável nesta época de clássicas de 2019, tendo vencido a Stade Bianche, o Milan Sanremo e a Fléche Wallone, apenas tendo sido surpreendido por Van der Poel na Amstel Goldrace.

O francês é o grande favorito a vencer sobretudo porque o jovem ciclista belga resolveu de forma algo estranha não participar nas principais clássicas do seu país, onde seria um fortíssimo candidato a vencer.

Num patamar claramente abaixo do francês, cuja especialidade são exactamente este tipo de muros curtos e brutais, há um grupo de alguns ciclistas com aspirações a fazerem uma boa prova.

O suíço Fuglsang está a fazer uma temporada de clássicas com excelentes resultados, depois de no inicio da época ter vencido a Volta à Andaluzia. Foi terceiro na Amstel Gold Race, e fez segundo na Fléche Wallone e na Strade Bianche atrás de Allaphilipe. Tem sido o ciclista que tem dado mais luta ao domínio do francês.

Alejandro Valverde já não caminha para novo, mas como se viu na Fléche Wallone é o campeão do mundo é um ciclista perigoso, e muito inteligente. Não o vejo como um dos principais favoritos a vencer, mas certamente que o espanhol gostaria de igualar Eddy Merckx com um quinto triunfo em Liége. Uma boa opção para o Top 10.

Kwiatkowski está a ter um ano de 2019 relativamente discreto na época das clássicos, sobretudo para os seus padrões.

Liége-Bastogne-Liége

Foi terceiro no Milão-Sanremo e no Paris Nice, na Amstel andou lá na frente, mas não mostrou força para poder vencer.

Uma incógnita, mas o polaco é sempre um bom outsider, no dia certo pode ganhar a qualquer ciclista.

O alemão da Bora Schachmann está a emergir da sombra do seu chefe de fila Peter Sagan em 2019, estando a ter um conjunto de bons resultados de assinalar, como os 5ºs postos da Amstel e na Fléche Wallone, sendo uma boa opção para o Top 10.

Depois há um grupo de ciclistas que são verdadeiras incógnitas, podem ir às Ardenas fazer cicloturismo, como vencer a prova. Dumoulin e Nibali estão à cabeça deste grupo, que também inclui ciclistas como Bardet ou Yates.

O facto de serem ciclistas muito fortes em provas de três semanas, e do Giro se seguir no calendário, pode limitar muito as aspirações destes corredores.

Pedro-Pita-Soares

Assim sendo parece-me que Allaphilipe por tudo o que fez em 2019, pelas idiossincrasias desta corrida e pelo grande ciclista, merece que apostemos nele para vencedor da prova.

Liége-Bastogne-Liége

 

Allaphilipe @ 3.80 na Tripbet

Quando o mercado dos duelos abrir penso que pode ser boa política de apostas estar atento à corrida e apostar nalgum dos outsiders.

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Ciclismo – Paris Roubaix 2019 By Pedro Pita Soares

Ciclismo – Paris Roubaix 2019 – Este Domingo está de volta o inferno do norte.

Pedro-Pita-Soares

Ciclismo – Paris Roubaix 2019 – uma clássica muito especial, com os seus temíveis sectores de pavé (paralelepípedos de empedrado), e a sua dureza incrível 

 

 

Uma corrida centenária que tem custado muito a manter, mas na qual o ciclismo francês, com o apoio de todo o país, se empenhou por ser esta uma das principais imagens de marca do país, a sua grande clássica da primavera.

Paris Roubaix
Os franceses chamam-lhe La Pascale, porque na sua lendária primeira edição de 1896 decorreu no Domingo de Páscoa, algo que irritou profundamente as autoridades religiosas de então, mas parece que fez os organizadores redobrarem esforços para repetir a façanha nos anos subsequentes, fiéis de resto ao espírito jacobino e revolucionário bem francês.

Com o decorrer dos anos, e o espírito concordatário próprio dos tempos, chegou-se ao acordo da corrida não se correr mesmo na Páscoa, mas no chamado Domingo de Ramos.

Paris Roubaix logo
A prova decorre ao Domingo, e há um famoso documentário sobre ela, filmado em 1976, no tempo de Eddy Merckx com um título muito feliz, um Domingo no inferno. Sim o Paris-Roubaix é para os ciclistas a visão mais aproximada que alguma vez vão ter do inferno na terra, uma corrida em que cada pedaço do seu corpo é testado até aos limites por uma infinidade de saltos e solavancos, nos quais a dificuldade consiste simplesmente em conseguir manter a bicicleta de pé.

Bernard Hinault dizia que esta era uma corrida para bestas, não para ciclistas, e há de facto algum primitivismo em correr em estradas de campo com estradas centenárias, feitas muito antes da existência dos carros.

Claro que o grande Hinault disse isso, mas ganhou o Paris-Roubaix na mesma em 1981, partilhando com Sagan em 2018 a honra de terem sido os únicos campeões do mundo a cruzarem a meta em Roubaix com a camisola do arco iris.

Os últimos anos têm sido marcados por alguns conflitos pontuais em aldeias e vilas por onde a prova passa, que naturalmente vêm na preservação dos troços do pavé um entrave ao seu próprio desenvolvimento, e reclamam a chegada do asfalto. Sim, por mais difícil de imaginar isso seja, as primeiras edições do Paris-Roubaix foram totalmente corridas em pavé, e com os anos os troços foram sendo reduzidos.

Ciclismo – Paris Roubaix 2019- Os organizadores da prova têm-se esforçado por explicar às populações e ao país que França ganha muito mais dinheiro com esta clássica do que aquele que eventualmente perde por manter estradas em pavé, facto que é absolutamente indesmentível.

 

A solução encontrada foi classificar as estradas de pavé como monumentos nacionais, e criar estradas alternativas em asfalto para não prejudicar a vida das populações, sobretudo numa região em que a agricultura é uma actividade económica predominante.

Paris Roubinax 2017
No ciclismo assim como há montanhas de diferentes categorias em função da sua dureza, também o pavé é classificado do mesmo modo, de uma a cinco estrelas.

Para se perceber a este nível o que é o Paris-Roubaix a corrida tem três sectores de 5 estrelas, ou seja de dificuldade máxima, cinco sectores de 4 estrelas e treze sectores de 3 estrelas. É, de longe, a corrida mais dura do género.

Para a edição deste ano parece que a chuva está de volta, o que torna o inferno do norte ainda mais real, com aquela mistura de lama que torna as horríveis quedas no pavé, muito perigosas para a integridade física dos ciclistas.

Algumas quedas na corrida foram terríveis mas a inesperada morte do ciclista belga Michael Goolaerts, note-se que devido a um ataque cardíaco e não a nenhuma queda, ensombrou tragicamente a edição do ano passado.

Os construtores de bicicletas têm a cada edição do Roubaix melhorado a qualidade do material, e para se perceber a dureza deste desafio, esta deve ter sido a prova que mais fez evolucionar o material, sendo muito aguardados os novos modelos, que certamente para os próximos anos se vão generalizar e tornar virais entre a comunidade de ciclistas amadores.

Vistas as condições da prova, vejamos os mercados disponíveis. A meu ver há três favoritos para vencer, e dois outsiders.

O lote de favoritos é encabeçado pelo vencedor do ano passado Peter Sagan, mas também conta com o vencedor de 2017 Greg Van Avermaet e com o vencedor de 2015 John Degenkolb.

Destes três Sagan é aquele que tem tido a temporada mais apagada, e se vejo valor em apostar em Van Avermaet, de longe o ciclista com o melhor conjunto de resultados nos últimos anos em Roubaix, onde está quase sempre no Top 5 nos últimos anos nesta corrida, de que parece gostar particularmente.

Como outsiders dois nomes emergem Kristoff e Stybar.

Dois ciclistas muito fortes numa eventual chegada ao sprint, com o checo Stybar a ser um homem a vigiar com atenção devido à forma como vence desferindo ataques de longe, que se adaptam muito bem a este tipo de corrida.

A estratégia de corrida das principais equipas deve passar por meter um grupo de domestiques numa fuga desde o início, que posteriormente servirá para ajudarem os seus chefes de fila quando chegar o momento das decisões.

Paris Roubinax-ciclismo
O ciclismo é uma boa modalidade para se seguir no Live, e há uma espectativa redobrada por este Paris-Roubaix, sobretudo depois de uma Volta à Flandres com um vencedor muito improvável, fruto do fator surpresa, da indecisão dos ciclistas e do temor que todos têm a Sagan.

Penso que não volta a acontecer tão cedo aquilo que aconteceu na Flandres, porque o Roubaix é uma corrida diferente, aqui ninguém pode sequer pensar em poupar esforços.

Conselhos de apostas para Ciclismo – Paris Roubaix 2019:

Vejo por isso valor em meter uma stake baixinha na vitória de Greg Van Avermaet( @ 13.25 na Tripbet), e no Live apostar em Sagan e Dagenkolb no Top 5 e Kristoff e Stybar no Top 10, quando esses mercados abrirem.

Vejo igualmente valor em apostar nos seguintes duelos mano a mano:

– Kristoff-Dumare. Vencedor 1 @ 1.50 na Tripbet

– Van Avermaet-Naesen. Vencedor 1 @ 1.75 na Tripbet

– Stybar-Phinney. Vencedor 1 @ 1.40 na Tripbet

Adicionalmente penso que há valor em fazer uma stake baixinha com uma combinação destes três resultados @ 3.67 na Tripbet